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Preparar as empresas para o futuro - a importância da gestão de risco

16.12.2021
Preparar as empresas para o futuro - a importância da gestão de risco
Qual a melhor maneira de crescer o negócio de forma segura?
Não há dúvida de que estes tempos têm sido exigentes. Nos últimos 20 anos, assistimos ao crash das "dotcom", aos ataques dell de setembro, à guerra global contra o terrorismo, a crises financeiras globais e, agora, à pandemia.
Ao impacto destes eventos acresce ode muitos outros desafios como as mudanças climáticas, interrupções tecnológicas, riscos geopolíticos, ameaças à cadeia de fornecimento global e questões relacionadas com crimes abeméticos, proteção de dados e privacidade.
A verdade é que os eventos extraordinários estão a tornar-se comuns, tornando-se num novo normal.
Neste contexto será ainda mais dificil prevenimos, pelo que é fundamental que as organizações se preparem para a incerteza e volatilidade.
Como disse Matthew Bishop, editor da Economist, em 2015: "O ritmo da mudança nunca mais
será tão lento quanto é hoje".
Por isso, a Gestão de Risco deve ser parte essencial da estratégia de negócio mais ampla, identificando e analisando potenciais ameaças à organização. E fundamental assegurar a capacidade de produção e compromissos com clientes e parceiros, zelar pela continuidade do negócio e pelos postos de trabalho, assegurar custos adequados e uma estrutura de proteção alinhada com a estratégia de negócio e a capacidade financeira da empresa, transferindo todos aqueles riscos que estiverem fora deste alinhamento.


Assegurar a sobrevivência e crescer
As empresas enfrentam inúmeros riscos que podem afetara sua sobrevivência e crescimento.
A gestão de riscos capacita a empresa com as ferramentas necessárias para que possa identificar e lidar adequadamente com os potenciais riscos, ajudando a mitigar os efeitos nas organizações.
Dada a sua relevância, a gestão de topo deve assumir a responsabilidade direta da gestão de riscos, integrando na sua agenda momentos recorrentes de análise, sejam grandes empresas ou PME. Todas as organizações enfrentam muitos riscos, sejam eles clássicos - como o roubo, crédito, incêndio, desastres naturais, acidentes de trabalho e ações judiciais - ou emergentes, como o cyber, ambiental, reputação e nova regulamentação. Além de serem muitos, qualquer um destes eventos pode afetar drasticamente o equilíbrio financeiro das empresas, independentemente da sua dimensão.
Se tal não bastasse, a descarbonização dos processos de produção e cadeias de fornecimento, ouso eficiente da energia e utilização moderada de recursos valiosos como o solo, a água e as matérias-primas, são temas proeminentes na agenda ESG das empresas e a gestão de risco pode também contribuir para maior sustentabilidade e o cumprimento das metas.


Aproveitar os seguros
A gestão de todos estes riscos é essencial e exigível aos gestores e empresários, que têm sempre de assegurar a continuidade do negócio, mas também o seu crescimento. Neste contexto, os seguros desempenham uma função crucial enquanto instrumento de gestão de risco, pois permitem transferir impactos e promover a estabilidade financeira e previsibilidade nas organizações. Este é um mecanismo maduro, mas que tem ciclos como qualquer indústria, sendo que hoje em dia, assistimos a um endurecimento das condições de mercado - existem maiores limitações na tomada dos riscos por parte das Seguradoras e estas estão a praticar preços mais elevados.
Uma boa política gestão risco pode atenuar estes efeitos, permitindo a transferência em formatos e condições mais eficientes.
Concluindo, devemos valorizar a gestão de riscos independentemente do tamanho da organização e é importante que os lideres continuem a desenvolver as empresas assumindo riscos, mas procurando formas de os mitigar e transferir os impactos com modelos eficientes e que assegurem a estabilidade e continuidade dos seus negócios.
Eu, enquanto líder de uma organização especializada na gestão de risco e pelo contacto frequente que tenho com as empresas, sinto a responsabilidade de contribuir para a reflexão e fornecer ferramentas que apoiem as empresas. Pois para crescer de forma sustentada, é necessária uma cultura de gestão de risco.



Ricardo Pinto dos Santos, CEO da MDS Portugal
Publicado no Jornal de Negócios
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