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A importância estratégica da gestão de risco das frotas automóvel

18.02.2022
A importância estratégica da gestão de risco das frotas automóvel
A gestão de frotas é um processo complexo levado a cabo pelas organizações com o propósito de gerar eficiência e produtividade, reduzir custos, garantir o cumprimento das obrigações legais relacionados com os veículos e condutores, promover a saúde e bem-estar dos motoristas e, no final do dia, ser um instrumento do negócio e das atividades desenvolvidas.
Normalmente, para garantir o cumprimento desses objetivos, a gestão de frotas incorpora diversas responsabilidades, desde logo: financiamento da aquisição; negociação (das condições de compra), aquisição e disponibilização; gestão do combustível; consultoria e gestão; manutenção e pneus; e gestão de risco, seguros e regularização de sinistros.


Gestão de risco, seguros e regularização de sinistros

Como sabemos, infelizmente, a circulação rodoviária é geradora de riscos que atingem veículos e pessoas, de uma forma regular e, por vezes, com extrema severidade (morte). Por essa razão, cada vez mais a gestão de risco das frotas tem de ser considerada um tema estratégico para os responsáveis das organizações.
Com efeito, a rentabilidade, o desenvolvimento do negócio e a consequente satisfação dos clientes podem ser seriamente prejudicadas por situações em que os riscos se transformam em sinistros, e, nessa medida, a vida, integridade física e saúde dos condutores (colaboradores) são colocadas em causa, bem como os próprios veículos.
Assim, é absolutamente crítico que as organizações implementem processos proativos e sistematizados de gestão dos riscos das suas frotas, até porque devemos estar sempre cientes que os acidentes, na sua grande maioria, não acontecem – são causados – e, como tal, podem ser evitados. Nesse sentido, é importante desenvolver programas e planos de ação globais que tenham como objetivo a redução dos acidentes e, quando estes não podem ser evitados, a mitigação das suas consequências e repercussões.
Estes planos devem partir da análise, da identificação e da caracterização dos riscos e do estudo da sinistralidade verificada. Estes dados permitem detetar padrões, tendências e determinar as causas-raiz dos acidentes. Com a transformação de dados em informação, poder-se-ão definir programas, construídos à medida da realidade e especificidades dos riscos de cada frota, destinados à promoção de boas práticas de condução e à sensibilização para o problema e importância da sinistralidade rodoviária.
Também é igualmente importante treinar os condutores para o momento em que o acidente ocorre, de forma a que, num momento que é sempre difícil e emotivo, estejam nas melhores condições e devidamente preparados para agir, garantindo a sua segurança e estabelecendo as bases para uma boa e fluida regularização do sinistro.
Durante a regularização do sinistro, e em todas as suas fases, é fundamental que as organizações afetadas tenham ao seu dispor o apoio técnico, próximo e diferenciado de um consultor especializado de forma a garantir que todos os seus direitos são devidos e eficazmente defendidos.
Estas metodologias proporcionarão aos gestores um controlo, proativo e antecipado, dos custos diretos e indiretos dos sinistros da sua frota, ao mesmo tempo que contribuem para o desenvolvimento do negócio através da redução de custos, do aumento da rentabilidade e da proteção dos trabalhadores e da sociedade em geral.



Pedro Pinhal, Diretor Técnico e Sinistros, MDS Portugal
Publicado no Jornal Vida Económica, no suplemento Seguros
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