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Seguro de viagem corporativo: uma solução essencial para garantir a segurança dos colaboradores e a proteção da empresa
15.12.2025

O mercado das viagens de negócios tem vindo a recuperar de forma consistente desde 2022. Impulsionado pelo regresso das reuniões corporativas presenciais, pela retoma dos grandes eventos comerciais e pelo fortalecimento de parcerias internacionais, o segmento volta a expandir-se e as projeções mais recentes apontam para um crescimento contínuo nos próximos anos. Este dinamismo renova a importância de as empresas prepararem adequadamente as suas equipas para viajar em segurança e com o menor risco possível.
As viagens corporativas são, por natureza, atividades de risco real e por vezes imprevisível. Envolvem pressão de resultados, múltiplos destinos, frequentemente desconhecidos, e exigem tomada de decisão rápida em ambiente externo. Neste contexto, a responsabilidade das empresas no cumprimento do seu duty of care torna-se central: garantir a segurança, informação e apoio ao colaborador durante toda a deslocação é uma obrigação ética, legal e reputacional. O seguro de viagem corporativo é, por isso, a forma mais eficaz de mitigar os riscos económicos, jurídicos e operacionais associados a cada missão profissional.
Contratar um seguro de viagem deixa, assim, de ser uma mera formalidade e passa a constituir uma decisão estratégica que reforça a responsabilidade corporativa, melhora a continuidade do negócio e protege o bem-estar de quem representa a empresa no exterior.
Existem várias soluções de seguro de viagem corporativo no mercado, mas a escolha deve ser criteriosa, garantindo coberturas e capitais ajustados ao perfil real das viagens e ao nível de exposição dos colaboradores. É igualmente recomendável optar por uma apólice não nominativa, que dispensa a comunicação individual de viajantes e de cada deslocação, reduzindo trabalho administrativo, evitando falhas de reporte e eliminando o risco de uma viagem não comunicada coincidir com um sinistro grave.
Os seguros de viagem incluem hoje um conjunto diversificado de coberturas, mas destaco algumas que considero particularmente relevantes.
A cobertura de Despesas Médicas e de Internamento, idealmente com capital ilimitado, é essencial para garantir que qualquer acidente ou doença súbita no estrangeiro é tratada de imediato, sem impacto financeiro para o colaborador ou para a empresa.
A Assistência 24/7 é outro elemento fundamental, permitindo ao viajante esclarecer dúvidas antes da partida, receber orientação em caso de imprevisto e obter apoio imediato em situações como hospitalização, perda de documentos ou necessidade de reorganizar a viagem.
A cobertura de Repatriamento Sanitário é também crítica. Nas situações mais graves, em que se torna necessário transferir o colaborador de volta ao país de origem, os custos podem atingir valores significativos, razão pela qual esta proteção deve ser sempre incluída numa política corporativa de viagens.
Destaco ainda a cobertura de Responsabilidade Civil Pessoal, essencial para proteger a empresa e o colaborador durante a estadia no exterior. Numa viagem de negócios, é possível que ocorram danos involuntários causados a terceiros, como uma queda acidental que provoque lesões em outras pessoas. Situações deste tipo podem originar reclamações no estrangeiro expondo o colaborador e a empresa.
Em síntese, a complexidade e os riscos inerentes às viagens de negócios tornam essencial a existência de uma proteção adequada. Para garantir uma solução verdadeiramente ajustada, em coberturas, capitais e condições, é recomendável recorrer a um corretor de seguros, que assegura análise independente, seleção rigorosa das opções disponíveis e a tranquilidade de uma proteção eficaz nas deslocações profissionais.
Na MDS, dispomos de soluções diferenciadoras e competitivas neste domínio, capazes de responder às necessidades específicas de cada organização e assegurar a tranquilidade necessária em todas as deslocações profissionais.
Por Isabel Manadas, Diretora de Acidentes de Trabalho, Pessoais e Viagem da MDS Portugal
Publicado no Vida Económica

