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Aumenta a dimensão do risco cibernético

18.12.2020
Aumenta a dimensão do risco cibernético
A indústria seguradora atua no âmbito do risco, pelo que necessita de acompanhar com especial atenção o desenvolvimento do fenómeno do risco cibernético. A MDS, enquanto consultora de risco e seguros dos seus clientes, desde há muito que tem equipas dedicadas e especialistas no âmbito do seguro cyber. Inovámos e fomos o primeiro player do sector segurador em Portugal a ministrar formação e a criar uma solução para ajudar as empresas a protegerem-se em face ao risco cibernético, ainda em 2015.

O risco cibernético está em rápido crescimento, mutação e não tem fronteiras, pelo que se torna essencial um acompanhamento permanente da sua evolução e das ameaças existentes, adequando de forma contínua a proteção dos clientes. Por essa razão, disponibilizamos soluções de transferência de risco flexíveis e contruídas à medida das necessidades de cada cliente, de forma aumentar a sua resiliência e garantirem a continuidade das suas operações e atividades. É de salientar que o seguro cibernético não substitui nem exclui os mecanismos de segurança e os planos eficazes de resposta a incidentes; tal como estes também não tornam o seguro desnecessário ou redundante. O seguro e os mecanismos de segurança complementam-se. Aliás, é já um facto indiscutível que a maioria dos incidentes resulta, por variadíssimas razões e formas, do erro humano e não, unicamente, de problemas na infraestrutura de segurança. Por exemplo, a simples perda de um portátil ou de um telemóvel ou o descarregar, por descuido, de um ficheiro malicioso anexo a um email de phishing são erros humanos que abrem as portas dos sistemas aos cyber criminosos.

O próprio seguro tem acompanhado a alteração das necessidades de mercado e evoluído para responder, eficazmente, às necessidades dos segurados e ser capaz de reduzir, com significado, o impacto económico e operacional de incidentes. Por outro, o impacto do atual surto pandémico na digitalização foi – e está a ser – absolutamente extraordinário. Se é certo que o processo de transformação digital já era uma realidade, com a crise sanitária provocada pelo Covid sofreu uma intensificação vertiginosa, tanto na velocidade, com a antecipação de medidas, como também no universo, já que o fenómeno foi transversal a praticamente todos os sectores da economia e da sociedade. A necessidade de reduzirmos a exposição ao risco de contágio e combater a propagação do vírus alterou, de um momento para o outro, a forma como trabalhamos, como adquirimos bens e serviços, e como comunicamos tanto a nível pessoal como profissional. E mudou as rotinas diárias de todos - famílias, alunos e empresas -, empurrando-as para um mundo virtual e tornando-as fortemente dependentes de sistemas informáticos, de redes wifi domésticas, de ferramentas de comunicação digital e de trabalho remoto.

Este novo paradigma potenciou a exposição a riscos e vulnerabilidades no que à segurança cibernética diz respeito. Por um lado, pelo aumento dos possíveis alvos gerado pela proliferação dos pontos de acesso e, por outro, pelo incremento das fragilidades de segurança cibernética decorrentes da transição/transformação digital muito acelerada e pragmática, por vezes pouco planeada. A dimensão do risco cibernético está umbilicalmente ligada à digitalização, no sentido que quanto maior é esta também maior será o risco em termos de frequência e severidade.


Pedro Pinhal, Diretor de Sinistros da MDS Portugal
Publicado no Suplemento Mais Seguro do Jornal Económico
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